Blog

O que a Lei Felca proíbe? Entenda as novas regras para proteção de crianças na internet

Reading Time: 4 minutos

A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital nunca esteve tão em evidência. Nos últimos meses, a chamada Lei Felca ganhou destaque após debates sobre a exposição de menores a conteúdos inadequados, publicidade direcionada e falhas na verificação de idade em plataformas online.

Mas afinal, o que a Lei Felca proíbe? E como empresas que atuam na internet podem se preparar para atender às novas exigências?

Neste artigo, explicamos os principais pontos da proposta e o que muda para plataformas digitais, apostas online, redes sociais, marketplaces, aplicativos e outros serviços digitais.

O que é a Lei Felca?

A Lei Felca é o nome popular atribuído ao Projeto de Lei 2628/2022, que busca criar regras mais rígidas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O objetivo da proposta é aumentar a responsabilidade de empresas e plataformas online na prevenção de riscos envolvendo menores de idade, incluindo:

  • Exposição a conteúdos impróprios;
  • Publicidade direcionada para crianças;
  • Coleta indevida de dados pessoais;
  • Falta de mecanismos eficazes de verificação etária;
  • Contato com conteúdos prejudiciais ao desenvolvimento infantil.

A proposta segue uma tendência global já observada em países da Europa, Reino Unido e Estados Unidos, onde leis voltadas à segurança digital infantil estão se tornando cada vez mais rigorosas.

O que a Lei Felca proíbe?

Embora o texto ainda esteja em discussão, a proposta estabelece uma série de restrições para plataformas digitais.

Exposição de crianças a conteúdos inadequados

Um dos principais focos da Lei Felca é impedir que menores tenham acesso a conteúdos incompatíveis com sua faixa etária.

Isso inclui materiais que possam:

  • Incentivar violência;
  • Promover atividades ilícitas;
  • Explorar sexualmente crianças e adolescentes;
  • Estimular comportamentos de risco;
  • Apresentar conteúdo adulto sem mecanismos de proteção.

As plataformas poderão ser responsabilizadas caso não adotem medidas razoáveis para restringir esse acesso.

Publicidade direcionada para crianças

Outro ponto importante é a limitação da publicidade direcionada ao público infantil.

A proposta busca impedir práticas como:

  • Segmentação comportamental de anúncios para crianças;
  • Uso excessivo de dados para direcionamento publicitário;
  • Técnicas de manipulação voltadas ao público infantil;
  • Estratégias que incentivem consumo inadequado para menores.

A medida segue uma preocupação crescente com o impacto da publicidade digital no comportamento de crianças e adolescentes.

Coleta excessiva de dados de menores

A Lei Felca também pretende restringir a coleta e o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes além do necessário para a prestação do serviço.

Na prática, empresas deverão demonstrar que os dados coletados possuem finalidade legítima e estão alinhados ao melhor interesse do menor.

Esse ponto dialoga diretamente com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), reforçando a necessidade de cuidados adicionais quando o titular dos dados é uma criança ou adolescente.

Falta de mecanismos de proteção etária

Um dos temas mais relevantes para empresas digitais é a exigência de controles efetivos para identificar a idade dos usuários.

A simples autodeclaração da idade poderá não ser suficiente em determinados contextos.

Plataformas que oferecem conteúdos sensíveis ou atividades restritas poderão precisar implementar mecanismos mais robustos para verificar a idade dos usuários.

Por que a verificação de idade ganhou tanta importância?

O crescimento das plataformas digitais trouxe um desafio importante: como garantir que menores não tenham acesso a serviços destinados exclusivamente a adultos?

Em muitos casos, basta que o usuário informe uma data de nascimento para criar uma conta.

O problema é que esse método pode ser facilmente burlado.

Por isso, reguladores e legisladores vêm exigindo soluções capazes de verificar a idade de forma mais confiável, reduzindo os riscos de acesso indevido por crianças e adolescentes.

Essa tendência já impacta setores como:

  • Apostas esportivas;
  • Cassinos online;
  • Plataformas de entretenimento adulto;
  • Redes sociais;
  • Aplicativos de vídeo;
  • Marketplaces digitais.

Quais empresas podem ser impactadas pela Lei Felca?

O impacto não se limita às grandes redes sociais.

Qualquer empresa que possua interação digital com usuários pode ser afetada, especialmente aquelas que:

  • Permitem criação de contas online;
  • Coletam dados pessoais;
  • Exibem publicidade digital;
  • Disponibilizam conteúdos restritos por idade;
  • Operam serviços financeiros ou de apostas;
  • Possuem aplicativos voltados ao público geral.

Quanto maior o risco de acesso por menores, maior tende a ser a necessidade de controles de proteção.

O que acontece com empresas que não se adequarem?

As discussões em torno da Lei Felca seguem a mesma lógica observada em outras regulamentações digitais: responsabilizar empresas que deixarem de adotar medidas adequadas de proteção.

Além de possíveis sanções regulatórias, a falta de conformidade pode gerar:

  • Danos reputacionais;
  • Perda de confiança dos usuários;
  • Questionamentos de órgãos reguladores;
  • Riscos jurídicos relacionados à proteção de menores;
  • Impactos em auditorias e processos de compliance.

Por isso, muitas organizações já estão antecipando medidas de adequação antes mesmo da aprovação definitiva da legislação.

Como a Legitimuz ajuda sua empresa a se adequar à Lei Felca?

A adequação às novas exigências de proteção infantil passa, obrigatoriamente, pela capacidade de identificar a idade dos usuários de forma segura e confiável.

A Legitimuz oferece soluções desenvolvidas para ajudar empresas a fortalecer seus processos de verificação de identidade e validação etária.

Age Check

O Age Check realiza a validação de idade dos usuários, ajudando empresas a restringirem o acesso de menores a produtos, serviços e conteúdos incompatíveis com sua faixa etária.

A solução reduz a dependência de informações autodeclaradas e fortalece a conformidade regulatória.

Child Check

O Child Check utiliza biometria facial em tempo real para identificar características faciais associadas à faixa etária do usuário.

Dessa forma, empresas podem detectar possíveis acessos de menores e aplicar fluxos de validação adicionais quando necessário.

LegitFace

O LegitFace adiciona uma camada extra de segurança ao processo de verificação por meio da biometria facial com detecção de prova de vida (liveness).

Isso ajuda a prevenir fraudes de identidade e garante que a pessoa realizando o cadastro seja realmente quem afirma ser.

Prepare sua empresa para as novas exigências de proteção infantil

A tendência regulatória é clara: plataformas digitais serão cada vez mais responsabilizadas pela proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Investir em mecanismos robustos de verificação de idade deixou de ser apenas uma boa prática e está se tornando um requisito essencial para empresas que desejam operar com segurança, conformidade e responsabilidade.

Conheça as soluções de verificação etária da Legitimuz e descubra como proteger sua plataforma contra o acesso indevido de menores.