Autoexclusão basta? Nós debatemos os novos caminhos para o jogo responsável na BiS SiGMA Brasília 2026
No encerramento do primeiro dia da BiS SiGMA Brasília 2026, realizado em 2 de junho, nós da Legitimuz participamos do painel “Jogo Responsável e Inovação como Pilares da Construção de uma Rede Integrada de Atendimento Humanizado”. Nosso diretor de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD), Fred Justo, esteve ao lado de representantes da indústria, autoridades e especialistas para discutir como o setor pode avançar na construção de um ambiente de apostas mais seguro e responsável.
O debate reuniu Cristiano Costa, Diretor de Conhecimento da EBAC, Gabriela Boska, Coordenadora da Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, Joberto Porto, CFO da CDA Gaming, e Fellipe Fraga, CBO da Stellar Gaming.
Ao longo da conversa, foram abordados os principais desafios relacionados à prevenção de comportamentos de risco, além das oportunidades que a tecnologia oferece para ampliar a proteção aos usuários e fortalecer as práticas de jogo responsável.
Como equilibrar crescimento e proteção ao jogador?
Com a expansão acelerada do mercado regulado de apostas no Brasil, acreditamos que o desafio não está apenas em inovar, mas em garantir que o crescimento da indústria aconteça de forma sustentável e alinhada à proteção dos usuários.
Por isso, durante o painel, discutimos a importância da criação de redes integradas de atendimento, do uso de ferramentas digitais para identificação precoce de situações de vulnerabilidade e da adoção de abordagens mais humanizadas no acolhimento de jogadores que necessitam de suporte.
O tema se torna ainda mais relevante diante dos números recentes sobre o comportamento dos apostadores brasileiros. Dados divulgados pela BBC indicam que cerca de 11 milhões de brasileiros podem estar em situação de risco para desenvolver problemas relacionados às apostas.
Além disso, um estudo da Anbima revelou que 52% dos jogadores classificados como grupo de risco costumam realizar novas apostas logo após sofrer perdas financeiras, em uma tentativa de recuperar o dinheiro perdido. Esse comportamento, conhecido como “perseguição das perdas”, é considerado um dos principais sinais de alerta para o desenvolvimento de hábitos problemáticos de jogo.
Diante desse cenário, reforçamos a importância da colaboração entre operadores, órgãos reguladores, profissionais da saúde mental e empresas de tecnologia para ampliar a prevenção, promover a educação dos usuários e facilitar o acesso a canais de apoio.
Autoexclusão é suficiente?
Um dos pontos mais relevantes do painel foi justamente a discussão sobre a efetividade das ferramentas atualmente disponíveis para proteção dos jogadores.
Nosso diretor de PLD, Fred Justo, destacou que o debate trouxe uma reflexão importante sobre os mecanismos de autoexclusão, amplamente adotados pelo mercado.
“Uma das discussões mais interessantes foi entender se apenas disponibilizar a ferramenta de autoexclusão é suficiente ou se existem outras formas de acolher, acompanhar e apoiar jogadores que apresentam sinais de comportamento compulsivo.”
A reflexão reforça uma visão cada vez mais presente no setor: proteger o usuário exige mais do que cumprir requisitos regulatórios. É necessário desenvolver estratégias que permitam identificar comportamentos de risco de forma antecipada e oferecer suporte adequado antes que situações mais graves se consolidem.
Tecnologia e humanização precisam caminhar juntas
Na nossa visão, a tecnologia é uma das principais aliadas na construção de um ambiente de apostas mais seguro. Ferramentas de análise comportamental, verificação de identidade, monitoramento de transações e conformidade regulatória permitem que operadores tenham mais visibilidade sobre potenciais riscos e desenvolvam ações preventivas com maior eficiência.
É justamente nesse contexto que atuamos. Na Legitimuz, trabalhamos para que tecnologia e compliance caminhem lado a lado, contribuindo para a prevenção a fraudes, o atendimento às exigências regulatórias e a proteção dos usuários.
Seguimos comprometidos com o desenvolvimento de um ecossistema de apostas mais transparente, seguro e alinhado às melhores práticas do mercado, apoiando operadores na construção de experiências cada vez mais responsáveis para seus usuários.