Legitimuz: soluções de KYC sob medida e ao alcance da sua empresa
A Legitimuz adapta o o nível de segurança ao risco real de cada transação: onboarding, liveness, documento e monitoramento em um só lugar.
“Proibir publicidade de bets pode empurrar apostadores para sites ilegais”. A afirmação foi feita por Alex Fonseca, CEO da Superbet no Brasil durante o painel “Publicidade e propaganda: o risco de uma proibição e os impactos ao mercado regulado”, realizado no Legitimuz Day 2026. O evento é promovido pela Legitimuz em São Paulo e que une os setores público e privado em discussões relevantes para o setor de apostas do Brasil e do mundo.
Segundo o executivo, a propaganda é um dos principais mecanismos que permitem ao apostador diferenciar uma operadora legal de uma ilegal e eliminá-la significaria um erro estratégico, com consequências diretas para o consumidor. “Retirar essa referência, abriria caminho para que os usuários migrem para plataformas clandestinas”, declarou. Fonseca citou os exemplos da Itália, que baniu a publicidade de apostas em 2018, e da Espanha, que fez o mesmo em 2020, e que agora estão revendo suas posições diante dos resultados negativos, inclusive nas principais ligas de futebol locais.

O consenso entre os painelistas foi claro: proibir não é a resposta. Vitor Hugo Ferreira, Diretor Jurídico do CONAR, reforçou que o Brasil tem um histórico problemático de importar regras estrangeiras sem avaliar se elas atendem às necessidades locais. “Precisamos aprimorar os mecanismos que já temos, não criar proibições”, defendeu. Para Ferreira, a publicidade do setor de apostas precisa ser informativa, clara e honesta, e o caminho passa pelo diálogo entre os atores envolvidos, não pela restrição total.
Ferreira destacou ainda a parceria entre o CONAR e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) no monitoramento da publicidade de sites de apostas. Segundo ele, foram emitidas 4.081 notificações a sites de apostas, das quais 44 eram destinadas a operadores do mercado regulado e todas encaminhadas à SPA. O dado revela que, mesmo entre as empresas licenciadas, há espaço para aprimoramento.
Duncan Hobbs, executivo sênior da ASA (Advertising Standards Authority) do Reino Unido, trouxe a perspectiva de um mercado mais maduro. A autoridade britânica revisou seus códigos de publicidade para o ambiente online e investiu fortemente em tecnologia: são 120 profissionais de data science e inteligência artificial dedicados a identificar e derrubar publicidade ilegal. A ASA já escaneou 60 milhões de anúncios e removeu 22 mil, contando com parcerias com big techs como Google e Meta, além de ONGs e consumidores.

Hobbs enfatizou que a colaboração entre reguladores e plataformas tecnológicas é fundamental. No Reino Unido, a iniciativa “Game Stop” reúne a ASA e a Comissão de Apostas do país em uma força-tarefa para localizar e remover sites ilegais. O executivo alertou, no entanto, que a questão dos afiliados e influenciadores digitais é motivo de grande preocupação. Alguns desses influenciadores, embora tenham relações legais com operadoras de apostas, foram associados a atividades criminosas como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, manchando a reputação de todo o setor.
Fonseca argumentou que a publicidade, longe de ser um problema, pode ser parte da solução. Segundo o CEO da Superbet, as operadoras querem combater o jogo compulsivo, e os anúncios podem ser veículos para informar sobre hábitos de uso saudável. Com a proibição dos bônus de entrada após a regulamentação, a publicidade do setor migrou para um posicionamento mais conceitual, focado na construção de marca e no território do entretenimento, e menos na lógica do “compre agora”.
Essa mudança, segundo Fonseca, permite que o público enxergue as apostas esportivas como uma forma de lazer, e não como um convite ao consumo impulsivo. O executivo acredita que, à medida que o mercado amadurece, as marcas que permanecerem vão consolidar esse posicionamento.
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Sobre os próximos passos, Duncan Hobbs reconheceu que a pressão por proibições totais continuará, mas reforçou que o caminho é a evolução constante das capacidades regulatórias, com investimento em tecnologia e novas regras de interesse público. Vitor Hugo Ferreira destacou a importância de identificar os atores dispostos a construir um mercado ético e responsável, e pediu que o setor não ceda ao pessimismo: “O setor está implementando. Evoluir depende da governança, da publicidade responsável e da soma de todos.”
Alex Fonseca encerrou com um apelo à união do setor. Para ele, as operadoras sempre serão alvo de ataques políticos, mas se articularem de forma eficiente, poderão se proteger de medidas mais radicais. O amadurecimento, disse, passa por manter a integridade física e psicológica do usuário no centro das decisões – inclusive nas de publicidade.
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